Resenhas

"Li seu livro: No Tempo dos Segredos. Não sou crítica literária, mas confesso que fascinei. Conforme virava as páginas, percebia que seu estilo não me era estranho. Um estilo elegante, caprichado, seu cuidado com as palavras, escolhidas sem "arrogância ", mas de nível superior; seu talento em fazer uma história triste com delicadeza, doçura e leveza. Aí me lembrei que, entre os quase 3000 livros já lidos na minha já longa vida, o único autor que me fez ler devagar foi Dickens. E você foi o outro. Parabéns!"

Mirian Tebet

"Hoje foi dia chuvoso e terminei 'Assim Morre a Inocência'. Em especial me deleitei com O Silêncio do Abismo, talvez por mais me identificar com o conto, pois todos nós um dia precisamos confrontar nossos demônios e há uns 10 anos estive flertando com o abismo, como a personagem do conto. Nossa, muito bom! Aliás, ótimo conto! Vim de uma família com muitos problemas e por ser ex-testemunha de Jeová perdi contato com muitos familiares. O Silêncio do Abismo me levou a um tempo muito obscuro e a partes da minha vida que me ajudaram a trilhar certos caminhos. Fiquei imensamente grato por Clarice não ter desistido, a frase de Diego ao final foi tão...tão... "Agora devemos continuar, querida. A viagem é tão longa." Sem palavras para descrever o que senti. Apenas lhe escrevo para lhe agradecer. Obrigado pelo excelente conto! Os demais são igualmente muito bons, mas prefiro me ater a esse que mais me impactou."

João Carlos da Silva

"Eu acabei de ler O Arcano da Morte, e amei! Desculpe se demorei um pouco para acabar, é um livro que eu leria em um dia de tão viciante que é! Mas minha vida estava muito tumultuada e tive que deixar um pouco de lado.

Gostei mesmo! Acabou de um jeito perfeito, mas intrigante. Adorei o desfecho. Adorei também todos os personagens, até o Maestro, Unamuno ou Conde. A alcunha mais legal foi o Conde. A Scarlet Moon nem se fale".

Gabriela Somera Teixeira

"Recebi o seu livro, obrigada pelo envio.
Demorei um tempo para tê-lo em mãos porque estava em viagem, então a encomenda ficou aguardando na portaria até o meu retorno.
Achei interessante as palavras que escolheu para a dedicatória: "que a leitura desta obra possa estabelecer entre nós um diálogo literário proveitoso".
Afinal, um livro, por si só, sempre dialoga com o leitor (desde que o leitor esteja atento e interessado). E, mais que isso, especialmente os poemas são, por si só, diálogos com si mesmo, com o meio, com os sentimentos, com o outro, com o mundo seja ele concreto, subjetivo ou imaginário.
Não sei se a dedicatória refere-se ao diálogo leitor-livro ou leitor-autor, mas, assumindo que seja a segunda opção, venho com o meu lado de algumas impressões.
Seu livro me passou muita intensidade nas palavras. Dava pra notar que as poesias foram escritas para expressar sentimentos e sensações vividas, e não somente para juntar palavras que combinam. Isso confere a elas a verdade necessária a uma poesia interessante (em meu humilde ponto de vista de mera leitora).
Aliás, mera leitora não: tenho em mim uma ânsia pela expressividade através das palavras, me encontro nisso e só nisso, então, por isso mesmo, pude sentir como que numa leitura empática, que os poemas não eram vazios de verdade.
Cumpre o que diz na contracapa: conduz o leitor pelos labirintos da alma humana.
A alma humana tem coisas em comum umas com as outras, e tem coisas que não são comuns, pois vão depender das vivências de cada um.
Em relação às coisas em comum da humanidade, identifiquei-me especialmente com os seguintes poemas:
Suposições kafkianas - sobre o sofrimento que existe no mundo... Achei tocante a associação da metamorfose kafkiana com os marginalizados.
O mundo é imenso - um poema de palavras sensuais: as palavras trazem sensualidade à efemeridade dos momentos intensos.
Poeminha matinal - sobre como é preciso sacrificar uma porção do próprio ser em prol de receber a doçura do amor... Isso faz pensar demais... Até que ponto vale a pena o risco de um diabetes afetivo?
Mas em relação às coisas que dependem da vivência de cada um (e que nem por isso deixam de ser comuns), houve também alguns outros poemas que me identifiquei muito:
Raro - sobre encontrar poesia no mundo, em tudo o que se olha. Nunca publiquei "oficialmente" (será feito no momento certo), mas tenho centenas de poesias escritas... Em momentos de sensibilidade artística, parece que para qualquer lado que se olhe, ali tem uma poesia escondida... Em outros momentos onde tudo é ocre, para achar beleza é necessário fazer o que dita a poesia: "espreme a realidade como fruto áspero e espinhoso".
Enigma e Hábito mordaz - questionamentos cíclicos que nos levam à loucura até momentos antes de serem postos em verso. A sensação de insanidade é aliviada no instante em que toma o formato de palavras. Isso sinto sempre (a insanidade e o alívio rs).
Lua - como a lua testemunha nossa solidão, como ela testemunha tudo. Escrevi muito sobre a lua já, sempre tinha a impressão de que a onisciência e onipresença dela era um deboche... Uma amiga para todas as horas, mas que quando atende ao nosso chamado para um encontro, faz questão de nos lembrar que não temos a mais ninguém senão ela mesma. E mesmo assim recorremos a ela numa interação masoquista.
Sorte e Condenação - que falam sobre a solidão e da companhia da poesia. Esses dois seriam os primeiros da lista dos que mais gostei.
Condenação, especialmente, foi o meu preferido. Sem querer ser petulante, mas é daqueles poemas que a gente fala "podia ter sido escrito por mim", tamanha realidade na retratação do que sentimos. "A solidão outra vez como uma condenação à noite".
É de doer essa sensação. Quando se une àquela outra que acabei de dizer, de sentir-se perdendo a razão em meio a tantos devaneios (que por sorte saem em forma de arte), é avassalador. A solidão torna-se uma coisa avassaladora, a ponto de desejarmos qualquer presença física que seja, mesmo que vazia de significado, de afinidades ou de afetos.
É um perigo.
A consequência disso pode ser dolorida, mas não mais que a dor da solidão em si, e o mais paradoxal é que essa solidão algumas vezes é ocasionada justamente por certos tipos de companhias na maior parte das vezes rasas.
Acho meus jeitos para me distrair dessa dor.
Hoje, escrever para você sobre o que li do seu livro e o que me tocou, foi algo que ajudou a distrair, então, obrigada pela atenção e desculpe se acabei dizendo algo inconveniente...
Fazer o quê? Nos labirintos da alma humana encontra-se de tudo.
Parabéns pelo livro e também pelo empenho com seu ofício.

 Ivenise Nitchepurenco 

"Conclui a leitura. Adorei ambas. Não sei precisar qual me agradou mais, cada uma com suas particularidades, mas a meu ver, muito bem construídas. Claro que não sou nenhuma especialista em literatura... estou longe disso.
Um capítulo à parte a meu ver são as referências, numa obra em relação às literaturas lusitana e japonesa, e na outra em relação à obra de Hermann Hesse. É o tipo de livro que eu indicaria a qualquer pessoa que me falasse ser admirador do autor alemão.
Outra coisa que me surpreendeu foi seu vasto e rebuscado vocabulário. Raro encontrar em escritores e obras mais recentes. A impressão que tenho é de estar lendo autores clássicos. Já tinha notado isso em "O saber silencioso das coisas" e em "Para ler no caminho", mas nestas duas últimas obras que li me chamaram mais a atenção. São os tipos de livros que guardarei para ler daqui a uns anos, mais uma ou duas vezes, porque tenho certeza que além de uma distração com uma ótima leitura, ainda haverá ensinamentos a absorver numa segunda ou terceira leituras.
Seguem meus comentários sobre cada uma:

Sobre "No Tempo dos Segredos"

Um livro que fala sobre paixões, amizade, romance, mas que também nos remete às intempéries da vida; ou ocasionadas por mal- entendidos, ou por falta de coragem de enfrentarmos determinadas situações, ou ainda por má fé de terceiros. E que mesmo assim, a vida nos ensina e nos presenteia colocando em nossos caminhos pessoas que seguirão conosco.
O desenrolar do romance, intercalando num capítulo sobre o personagem em idade mais madura e no seguinte tratando sobre sua juventude, nos ajuda a compreendermos mais a fundo o personagem principal, quais eram seus sonhos, suas expectativas, e o desenrolar de sua vida diante das suas escolhas.

Sobre "O Evangelho dos Loucos"

Narrativa conduzida de forma envolvente e instigante, com riqueza de detalhes ao descrever os cenários, percepções e sentimentos dos personagens, nos fazendo adentrar inteiramente no processo de catarse vivenciada pelo personagem principal.
Uma literatura psicológica que nos serve como fonte de autoconhecimento à medida que nos identificamos com os questionamentos internos e diálogos entre os personagens. Nos faz refletir sobre quem somos, qual nossa essência (ao qual carregamos desde a infância) e que em determinado momento da vida nos vemos na obrigação de resgatá-la para seguirmos adiante. Uma obra que nos remete à "desintegração" da personalidade, de inadequação ao mundo, sensação de não pertencimento que muitos de nós vivenciamos em determinado momento da vida adulta."

Cláudia Molinero

"Se você pretende ler este livro, prepare-se...
Ele não é um livro comercial, com aquelas fórmulas costumeiras afim de prender sua atenção no início e depois te entregar o óbvio.
Também não o leia de qualquer maneira. De qualquer jeito. Acredite, ele irá necessitar de sua atenção. Sempre que pego um livro para ler em uma semana, geralmente calculo o número de páginas que deverei ler por dia e desta forma consulto o número de páginas totais e divido por 7.
Com este não foi assim. Fininho com 160 páginas, calculei em média 25 páginas por dia e ainda o terminaria com folga. Ledo engano.
Em primeiro lugar, Gabriel entrega parágrafos bordados com palavras de alta qualidade, uma degustação literária caprichada e que amplia a qualidade da narrativa dos cenários, personagens e cenas. Não seja preguiçoso, consulte um dicionário. Você irá perceber que as palavras escolhidas com esmero são exatamente as necessárias para conduzir o leitor pelo universo de sua obra. Uma palavra retirada e a magia se quebra.
O perfil psicológico do personagem principal e a evolução de sua jornada pessoal é assustador e impressionante ao mesmo tempo. Sabe aquelas situações que observamos na sociedade, no mundo que nos sufoca e tentamos deixar de lado justificando a existência deste " Mal estar da civilização" ? Em o Evangelho dos Loucos ou você encara e sente esta angústia, ou irá apenas passar pelo livro e pode ser que não o  aprecie.
Foi difícil para mim, com meus 52 anos, não me identificar com várias situações. Em algumas situações fiquei pensando: Como ele consegue retratar exatamente o que já senti em alguns trechos da minha vida? Situações tão parecidas, reações tão próximas, momentos de asfixia tão verdadeiros.... 
Não irei entregar conteúdos, assim se você desejar ler e sentir uma excelente obra, aí está.
Ao terminar o livro nesta tarde de domingo eu necessitei caminhar um pouco. Sentir o vento, aproveitar sabores, sorrir para o entardecer e meditar mais sobre o livro.
Um pouco dele ficou em mim. 
A você, Gabriel Viviani de Sousa, ser grato é pouco pela forma como entregou essa obra a nós leitores.”

Cláudio Mariotto

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